sábado, 18 de janeiro de 2014

A Ponte dos Fonseca, o Riacho Massayó e a Guerra do Paraguai.

 Quando passamos pela Praça Sinimbu no centro da cidade de Maceió observamos uma ponte onde não existe rio; cadê o rio?.
 O curso do rio Maceió que hoje chamamos de salgadinho, passava por essa ponte por atrás do clube Fênix Alagoana ia desborca suas águas na praia do sobral. Segundo Felix Lima Júnior no seu livro Maceió de Outrora, O salgadinho tinha vários nomes, dividia a cidade de Maceió em dois Barrio Massayó; rego da pitanga (hoje bairro do farol) e Reginaldo. O nome do riacho Maceió em relação ao sitio ao engenho, pitanga em relação as suas margens se apresentavam cobertas de pitangueiras, Reginaldo foi a homenagem a Reginaldo Correia de Melo, Juiz de Órfãos da estão vila, tinha esse nome até chegar ponte do poço. Dai até a foz é o salgadinho sofrendo as influencias do atlântico.
Afirma Felix lima Junior “O Aterro do riacho, fazendo-o desaguar na belíssima praia de Jaraguá, incontestavelmente foi , mais do que um crime, um erro”.
Já a Ponte tem uma relação com a guerra do Paraguai, a Mãe do Marechal Deodoro, Dona Maria Paulina da Fonseca mãe de oito filhos, o único que não foi à guerra foi Pedro Paulino. Os que foram à guerra, Três morreram Hipólito, Afonso Aurélio e Eduardo Emiliano.  O nome da ponte foi uma Homenagem à família dos Fonseca aos seus seis irmãos que foram à guerra do Paraguai.
 No governo de Dr.José Bento
Figueiredo a ponte dos Fonsecas foi construída em 13 de janeiro de 1871 sobre o riacho Maceió no custo de 6.500 libras esterlinas. pelo engenheiro Civil Hugh Wilson, tinha 120 m comprimento, 4m de largura, decorada de passeios laterais, calçadas  no centro com paralelepípedos, com oito lampiões grandes. Conforme Felix lima, Em 19 de abril de 1924 uma tromba d’água desceu sobre o Bairro do poço provocando a destruição da ponte. No governo de Costa Rego foi construída outra ponte de cimento armado projetada pelo Francês  Sigaud.







Por: André Cabral.








quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Arqueólogos buscam resquícios das invasões holandesas.

Arqueólogos do Iphan e da Universidade Federal de Pernambuco buscam resquícios das invasões holandesas
Pesquisadores seguem a trilha dos portos às margens do rio Manguaba mapeados pelo cartógrafo holandês setecentista George Marcgraf
Fotos/ Maurício Silva
Uma parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe) resultará num curioso e imprescindível trabalho arqueológico, que mapeia os antigos portos para embarcações fluviais na região do Estado denominada pelo cartógrafos holandês George Marcgraf (1610-1644] de Alagoas Boreal. Os arqueólogos do Iphan e da universidade fizeram uma expedição pelo largo e caudaloso rio Manguaba, no trecho que liga o município de Porto Calvo ao vizinho Porto de Pedras (distantes 96 km e 110 km da capita Maceió), catalogando 12 portos criados à época das invasões holandesas na primeira metade do século 17.
Os arqueólogos pernambucanos Marcelo Libanês e Doris Walmsley fizeram essa expedição no dia 10 de dezembro, identificando e mapeando os 12 portos de Alagoas Boreal – que são conhecidos por alguns moradores dos dois municípios, interessados na história da região. Desde as ancestrais batalhas entre Portugal, Espanha e Holanda nas águas do rio Manguaba, tais portos – embora desativados para fins militares ou comerciais – continuam sendo chamados pelos antigos nomes por pessoas que conhecem a tradição do lugar.
Libanês disse que farão “cortes” para determinar alguns pontos desses velhos portos, para então “fazer o levantamento arqueológico onde ocorreram as batalhas e onde os soldados levantavam acampamentos”.
“Vamos fazer todo um estudo para conhecermos melhor o que se passava na época”, afirmou.
Porto das Barcaças
O primeiro local mapeado pelos arqueólogos, em Porto Calvo, foi o porto das Barcaças, que fica próximo ao histórico moinho Manguaba, no antiquíssimo bairro do Varadouro. Durante muito tempo, este foi o principal porto da região Norte do Estado – servindo às embarcações comerciais, que até os anos 1970 traziam mantimentos para Porto de Pedras, Japaratinga e Porto Calvo. Do porto das Barcaças, os pesquisadores seguiram para o porto da Camboa, onde atracavam as grandes embarcações setecentistas.
Marcelo Libanês e Doris Walmsley chegam ao porto do Caxangá, no povoado histórico
Daí, a pequena lancha, transportando também o secretário de Patrimônios Isaías do Santos e o diretor de cultura Adelmo Monteiro, ambos de Porto Calvo, chegou ao local onde acampavam soldados, a Ilha do Guedes. Mais à frente, o porto do Estaleiro – que, de acordo com os arqueólogos, já estava bem ali no ano de 1600. Este abrigo secular fica nas imediações do engenho Estaleiro, onde eram fabricados, como o nome sugere, diversos tipos de embarcações, além de açúcar, rapadura e a famosa cachaça Manguabinha.


O porto do Espinheiro é o quarto local identificado pelos arqueólogos. O lugar é cercado por uma vegetação extensa cheia de árvores centenárias. Em seguida, vem o porto do Caxangá, instalado no povoado de mesmo nome, cercado por um rico manguezal. O porto do Barbaço é o sexto nesse percurso fluvial em direção ao município de Porto de Pedras.

O porto de Taba, na fazenda Porto Grande, é o sétimo e o primeiro localizado à margem direita do Manguaba, já em território porto-pedrense. Logo se avista o porto Grande, oitavo ancoradouro, local cercado por uma densa floresta e também repleto de árvores centenárias.
O porto do Crasto retorna ao lado esquerdo do Manguaba e ao município de Porto Calvo. O porto na fazenda Crasto é um dos mais antigos. Nesse trecho – do porto Grande ao porto do Crasto –, as águas do Manguaba começam a ficar mais limpas e o rio com uma largura de mais de 200 metros.
O porto da Ribeira, em Porto de Pedras, é o décimo nessa viagem histórica pelo Manguaba. A densidade do rio começa a mudar com a mistura das águas marítimas. O porto do Campo Lino é o décimo-primeiro identificado pelos arqueólogos. Finalmente, o derradeiro refúgio, o porto de Pedras que, assim como o porto Calvo, originou o nome da cidade.
“Começamos esse trabalho em junho e ainda vamos visitar o rio mais vezes. Vamos percorrer os possíveis locais de batalhas e fazer um trabalho na busca de objetos históricos. Estamos trabalhando também com base em um mapa desenhado em 1637 por George Marcgraf, geógrafo e cartógrafo que veio junto com Maurício de Nassau”, informou a arqueóloga Doris Walmsley.
Os dois estudiosos do laboratório de pesquisas arqueológicas da Ufpe (o Arqueolog Pesquisas) pretendem retornar a Alagoas Boreal e dar continuidade a esses trabalhos inéditos de prospecção às margens do rio Manguaba, já no mês de janeiro.
 Maurício Silva// http://alagoasboreal.com.br

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O sobrado camocho, as inimizades entre as famílias Mendonça e Sinimbu.



Lendo o livro histórias de Maceió de Bráulio Leite Júnior, decidir fotografar o centro de Maceió seguindo o roteiro de seu livro para contar um pouco da história, registrando o que restou dos antigos casarões; o primeiro prédio que vou falar o sobrado da rua dois de dezembro em frente à Praça Pedro II, segundo Bráulio júnior ,o prédio era chamando de camocho (gíria lusitana; quer dizer tostão), lá residia Lourenço Cavalcante de Albuquerque Maranhão (Barão de Atalaia). O casarão tinha uma lida vista para o mar.



Fruto da rivalidade entre as famílias da aristocracia barão de Jaraguá  construiu um prédio mais alto, o que o do barão de Atalaia , para que ele perdesse   a  vista do mar.        
Hoje é a biblioteca publica; na opinião de Bráulio Junior o José Antônio  de Mendonça ( barão de Jaraguá)  construiu  seu palacete “por Pirraça’’, Nesse prédio  ficou hospedado  o imperador D. Pedro II , Na sua vinda a Alagoas em 1859 que Inaugurou a Catedral Metropolitana de Maceió.


Por: André Cabral.História.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Hoje completa 17 anos que Alagoas perdeu um grande político

E nessa crise da Assembleia Legislativa de Alagoas faz lembrar o tempo que Lamenha Filho presidiu aquela casa, por longos sete anos com 37 parlamentares e apenas 27 servidores. Quando governador do Estado, o homem do Engenho Coronha deixou a sua maior obra: a Escola de Ciências Médicas.
Era casado, com a falecida penedense Marina Braga Lamenha e tinha seis filhos. Presto aqui uma homenagem a esse exemplo de homem público. Sua biografia para a geração mais jovem conhecer. Filho de Antônio Simeão de Lamenha Lins e de Olímpia Lins, Lamenha foi fornecedor de Cana do engenho Coronha,e arrimo de família era membro do PSD e foi eleito prefeito de sua cidade natal, São Luiz do Quitunde, em Eleições gerais no Brasil em 1950, e deputado estadual em 1954, 1958 e 1962.Presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas por sete anos, filiou-se à ARENA após o bipartidarismo imposto pelo Regime Militar de 1964.

Nomeado governador de Alagoas em 1966 pelo presidente Castelo Branco após Muniz Falcão, vencedor das eleições de 1965, não ter atingido a maioria absoluta de votos conforme previsão constitucional vigente e uma breve passagem do General João Batista Tubino pelo cargo.Criador com o secretário de Planejamento, médico Ib Gatto Falcão da Escola de Ciências Médicas, considerada sua maior obra de seu governo. Eletrificou na extinta Ceal toda a municípios de Alagoas. Construiu o estádio Rei Pelé. Duas grandes obras foram às adutoras do Agreste e do Sertão. E quando foi governador determinou seus auxiliares de retirar o seu próprio nome de vários prédios públicos, a exemplo do estádio futebol que foi colocada o nome do Edson Arantes do Nascimento, Rei Pelé e o conjunto habitacional Castelo Branco em Maceió.
Por Blog do Bernardino