sábado, 19 de abril de 2014

Os índios em Alagoas não têm o que comemorar, estão abandonados’, diz Cimi

Ritual indígena
Os 12 povos indígenas em Alagoas se sentem abandonados pelo poder público e chegam a dizem que não há o que comemorar neste dia do índio – lembrado neste sábado, 19. A data é considerada por eles como mais um dia comercial em que é levado para as escolas e apresentados numa ‘visão ocidental’ e ‘romântica’, que segundo eles, chegam a ‘esconder’ a realidade que se estende para os aproximados 20 mil índios no Estado.
Para Zennus Feitosa, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os problemas são dos mais diversos e que essa realidade não é discutida na sociedade, muito menos nas escolas. Ainda segundo ele, a educação oferecida nas escolas não corresponde com a realidade, e, “que ela esquece o processo histórico e do genocídio contra os índios, além dos atuais problemas de ordem política, inclusive”.
“Neste dia não há o que comemorar os índios de Alagoas não tem acesso a saúde, o processo de demarcação das terras, a exemplo dos Xucuru-Kariri foi travado, pelos nossos senadores, além do entrave sobre a educação em área indígena”, destacou o missionário.
A educação indígena, segundo Feitosa, atualmente espera o projeto do governo que institui a categoria de professores indígenas. “Conseguimos que o governador publicasse a portaria para a realização de um concurso público para a contratação de professores especializados em educação indígena, mas isso só foi possível depois que o Ministério Público Federal (MPF) deu o ultimato”, destacou.
Rituais
Durante o período da quaresma, as tribos indígenas realizam os rituais. Segundo o missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Zennus Feitosa, esse período da semana santa é, também, um momento de reflexão e ritual para os índios.
Esse processo, segundo alguns historiadores, se dá devido ao processo de aculturação e missão dos enviados pela Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) para catequizar os índios para utiliza-los na exploração das riquezas do Brasil, à Europa.

Redação Zennus Feitosa/ www.alagoas24horas.com.br


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