quinta-feira, 31 de julho de 2014

Demolição de prédio histórico causa polêmica em Porto Calvo

A demolição de parte das ruínas do histórico prédio onde funcionava a antiga cadeia pública de Porto Calvo causou polêmica na cidade. O que restava do imóvel de largas paredes, que pertence ao governo do Estado, só não foi ao chão por completo, na manhã de quarta-feira (30), porque o chefe de Operações Policiais, José Cláudio, e o delegado Rubens Cerqueira impediram a ação.
Segundo o delegado, os funcionários da Secretaria Municipal de Infraestrutura usaram o nome do promotor de Justiça, Sérgio Simões, para dar legitimidade à ação demolitória. Com uma máquina retroescavadeira e uma caçamba, eles iniciaram a operação por volta das 9 horas.
“Disseram que a ordem partiu do promotor. No mesmo instante, liguei para ele, que negou. Então, determinei que o chefe de Operações fosse ao local e impedisse a demolição”, explicou Rubens Cerqueira, em entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas, edição desta quinta-feira.
O delegado confirmou que o prédio histórico pertence ao patrimônio do Estado e que vai comunicar o caso à Direção Geral da Polícia Civil. Ele determinou, ainda, que funcionários da Secretaria de Infraestrutura recolhessem a pesada grade de ferro do antigo xadrez, removida durante a demolição. Cerqueira deseja que a peça seja guardada na delegacia para evitar que seja furtada.
Abandono
O imóvel da antiga cadeia pública está abandonado há quase 15 anos. Os serviços da delegacia foram transferidos para uma casa alugada e depois para o prédio onde funcionava a Câmara de Vereadores, atual endereço.
Ouvido pela reportagem, o promotor negou ter autorizado a demolição. Ele informou que vai encaminhar ofício ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) solicitando informações sobre o imóvel.
“Trata-se de um prédio antigo. Dizem até que é do período da ocupação holandesa. As paredes são grossas e as grades de ferro pesadíssimas. Quero saber do Iphan se o imóvel é de interesse público. Na minha avaliação, a demolição foi absurda”, considerou Simões.
Essa não foi a primeira tentativa de demolição do prédio histórico, localizado na Travessa Paulino Silva. Em 2006, logo após a desativação da delegacia, moradores daquela área iniciaram a derrubada do imóvel, a golpes de marreta. O telhado fora arrancado. Restaram as paredes e as robustas grades de ferro.
Os moradores alegavam que o prédio abandonado servia de criadouro de insetos e roedores, além de abrigo para usuários de drogas. Caçadores de tesouros aproveitaram a oportunidade e fizeram escavações no local, em busca de relíquias da época do Brasil colônia. A prefeitura acionou o Iphan, que impediu a destruição. Havia, inclusive, um projeto do município para restaurá-lo, o que acabou não acontecendo.
Na atualidade, os moradores do entorno continuam com a mesma opinião: são favoráveis à demolição. “A gente quer que derrube mesmo. Isso só junta o que não presta: é rato, é barata, escorpião”, reagiu a aposentada Maria José, 70 anos. “Quando a gente vem da igreja, à noite, fica com medo, porque aqui é muito esquisito. Vai ser bom se demolir”, acredita a dona de casa Gerlane Francisca dos Santos, 34.
Versão
Parte do prédio já havia sido demolida em 2006 pelos moradores
Parte do prédio já havia sido demolida em 2006 pelos próprios moradores
Esta manhã, a reportagem tentou ouvir representantes do Iphan, mas as ligações telefônicas feitas para sede do órgão não foram atendidas. Já o secretário de Infraestrutura de Porto Calvo, Alexandre Scala, negou que os funcionários da prefeitura tenham demolido parte da estrutura.
Segundo ele, o que houve foi apenas uma limpeza da área para evitar a proliferação de vetores de doenças. Scala informou, ainda, que na próxima segunda-feira vai se reunir com o promotor de Justiça para discutir a situação do imóvel. Pretende também avaliar a possibilidade de tombá-lo por meio do Iphan. As ações de limpeza, de acordo com ele, foram suspensas.
http://gazetawebmaragogi.com/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Antiga cadeia Publica de Maceió

Antiga cadeia Publica de Maceió, era localizada em frente o quartel da polícia ( hoje o comando geral da PM), no Golpe militar de 1964 ,vários ativistas políticos ficaram  presos nessa cadeia.

Antiga cadeia Publica de Maceió



sábado, 12 de julho de 2014

17 de Julho - Rebelião Popular de Maceió - TVCOM Doc

Livros e Autores Alagoanos a respeito da história de Alagoas - I

·         História da Civilização das Alagoas- Jayme da Altavila
·         História de Alagoas - Isabel Loureiro
·         Maceió de Outrora- Félix Lima Junior
·         História de Maceió-Bráulio Leite
·         Episódios da História das Alagoas- Álvaro Queiroz
·         História de Alagoas- Jair Barbosa
·         Metamorfose das Oligarquias- Douglas Apratto
·         História de Alagoas- Moreno Brandão
·         História da Impressa em Alagoas- Moacir Medeiros  
·         Arruar pelo tempo- Ernani Méro
·         Raízes de Alagoanos-Divaldo Suruagy
·         A Escravidão em Alagoas- Felix Lima Junior
·         Calabar o Herói desconhecido- Audemário Lins













sexta-feira, 4 de julho de 2014

Cronologia da Republica em Alagoas até a “Revolução” 1930



·         1889 - A 15 de novembro cai o regime monárquico e é proclamada a República pelo alagoano Marechal Deodoro da Fonseca, no Campo de Santana, Rio de Janeiro. O último Presidente da Província das Alagoas que deveria tomar posse nessa data é substituído por uma Jantar Governativa. Deodoro nomeia seu irmão Pedro Paulino da Fonseca primeiro Governador de Alagoas.
·         1890 - Extinta a Assembleia Provincial, tem início a elaboração da 1ª Constituição Estadual, sob a presidência do Vice-Governador Roberto Calheiros de Meio. E promulgada no ano seguinte.
·         1891 - Grave epidemia de varíola atinge o Estado. A turbulência do regime republicano nos seus primeiros anos atinge Alagoas. Insatisfeito com o rumo dos acontecimentos, Pedro Paulino renuncia. Assume Manuel de Araújo Góes.
·         1892 - Após a realização das primeiras eleições, assume o governo o coro¬nel Gabino Besouro. Oficializado o Hino de Alagoas. Criada a Junta Comercial e iniciada a construção do Palácio dos Martírios. Administrador austero e inflexível, preocupado com o planejamento do Estado, a administração tumultuada de Gabino termina com a sua deposição pelas forças de linhas envolvidas na luta política.
·         1894 - O líder da facção vitoriosa, o Barão de Traipú, assume e em sua gestão é discutida a questão dos nossos limites territoriais.
·         1897 - O novo governante, Manoel José Duarte, intensifica esforços para a pacificação da terra. Iniciado movimento para criação da Diocese de Alagoas.
·         1898 - Campos Sales institui a Política dos Governadores
·         1900 - Vencendo o seu opositor Miguel Palmeira nas eleições, Euclides Malta inicia o longo período maltino. Maceió é contemplada com uma era de grandes obras, com a construção de praças e os prédios do Tribunal de Justiça, Teatro Deodoro e a inauguração do Palácio dos Martírios.
·         1902 - Delmiro Gouveia passa a residir em Alagoas.
·         1903 - A oposição contesta as regras eleitorais que permitem a eleição de Joaquim Paulo Vieira Malta e, em seguida, o retorno de Euclides Malta em 1906. Os caudilhos das regiões canavieiros e sertanejos consolidam o domínio oligárquico no modelo da velha república.
·         1909 - Greve dos ferroviários da Great Western
·         1911 - Instalada a Liga dos Republicanos Combatentes. Cresce a oposição ao governo estadual.
·         1912 - A chamada Política das Salvações, inaugurada por Hermes da Fonseca, incendeia o país. Clima insurrecional em Alagoas. Vandalismo e perseguição aos cultos afros. Quebra-quebra dos terreiros. Morre Bráulio Cavalcanti num comício. Euclides retira-se do poder.
·         1913 - Assume o Herói Local das Salvações, C1odoaldo da Fonseca, filho de Pedro Paulino. Surge a Imprensa Oficial, o canal da Levada, o cais da lagoa Mundaú, o Serviço Médico de Urgência e é feita uma reforma do ensino.
·         1914 - I Grande Guerra Mundial
·         1915 - A eleição de Batista Acioli é contestada nos tribunais. Crise financei¬ra dificulta sua gestão.
·         1918 - O governo de Fernandes Lima, O Caboclo Indômito, precursor do populismo.
·         1919 - Fundação da Academia Alagoana de Letras
·         1921 - Reeleição de Fernandes Lima, que inicia o ciclo rodoviário no Estado. Construída a Escola Normal de Maceió.
·         1924 - Assume o governo o jornalista Costa Rego, primeiro governador urbano de Alagoas. Combate implacável ao banditismo e ao jogo do bicho. Os chefes políticos do interior que homiziavam criminosos têm suas propriedades invadidas pela polícia. Tentativa de assassinato contra o governador; Rompimento com seu antecessor.

·         1930 - Revolução dos Tenentes. Álvaro Paes deixa o Governo.

Costa Rego um Governo Renovador e Autoritário.

Costa Regopilarense radicado no Rio de Janeiro, em 1924, e do palmeirense Álvaro Paes, em 1928, assinalam o aparecimento dos primeiros governadores urba­nos em Alagoas, e retratam a mudança da socie­dade, agora com forte influência urbana.

Costa Rego fez um governo renovador e autoritário.

Renovador porque cortou certas amarras com o sistema antigo, mandando invadir as fazendas de poderosos fazendeiros que homiziavam criminosos procurados pela polícia, verdadeiros feudos que se mantinham acima da lei e da justiça. Igualmente por decretar uma guerra sem quartel contra a violência, o roubo, o homicídio, o banditismo que grassava no sertão, o jogo de bicho, a corrupção consentida.
Tentou colocar o Estado como uma entidade acima das injunções patrimo­nialistas, o favoritismo, a interferência nociva da política na administração pública.


·         Organizou e priorizou a instrução pública.
·          Construiu pontes e cadeias.
·          Elaborou o projeto do cais do porto de Jaraguá e renovou o aparelho policial.
·          Autoritário e truculento, como nos bons tempos, a propósito de salvaguardar a autoridade governamental não respeitaram sequer a imprensa, de onde saiu e retornou após o período governa­mental. De qualquer forma, é tão marcante, tão forte, a sua passagem no Palácio dos Martírios que sua gestão é conhecida até hoje como Os tempos de Costa Rego.


E conveniente destacar, ainda, o rompimento com Fernandes Lima, patrono de sua candidatura. Pavio curto, Costa Rego achava que o dever de gratidão com o seu antecessor não mereciam o preço de sacrificar seus princípios. Desse rompi mento houve algumas consequências, como a ten­tativa de morte contra ele, que serviu para fortale­ce-Io no governo e cuja autoria intelectual foi.
Atribuída aos correligionários de seu antecessor.


 A população se dividiu, Fernandes estava no fim de seu ciclo histórico. Outra consequência foi à demissão do conceituado prefeito de Maceió, Moreira Lima, por ter se solidarizado com o ex-governador na implacável perseguição que sofrera após o episódio.
A década de 20 também se apresenta como uma das mais florescentes para a vida política, econômica, social e literária de Alagoas. Há um ciclo novo se formando que cul­minará em 1930 com o advento dos ideais tenentistas. A vida social era ativa; havia festas de arte, saraus familiares, com números de música, e farta mesa de doces, sequilhos, bolos de goma, creme, além de refrescos de maracujá, vinho e jenipapo e licor de cacau. Os festivais sucediam-se. Nos pro­gramas musicais, a moda era cantar os autores italianos. Apesar de ser um período de intensa agitação social, a política não inibia a vida social. Até a mulher já declamava sonetos em público, como Rosália Sandoval, e criavam-se clubes e sociedades literárias que discutiam as inovações do movimento modernista e suas querelas com os parnasianos e escolas tradicionais.
Costa Rego formou um grupo aguerrido e soli­dário, principalmente entre os intelectuais, chama­do de Os amigos de Costa Rego, que se dispunha a lutar pelas idéias do político e jornalista pilarense.

Fez o; eu sucessor, tirado desse grupo, outro jornalista, Álvaro Paes. Desde a gestão ante­rior assistia-se no cenário nacional a continuação, de forma acelerada,

De sucessivos movimentos de rebelião armada, em vários pontos do país. A nova gestão era, sem rodeios, uma continuação da anterior. Ele próprio o declarara, em mensa­gem: "Sinto necessidade de repetir que Alagoas começa verdadeiramente a ter governo no qua­triênio de Costa Rêgo. Alguns de seus antecessores trabalharam, esforçaram-se em obter boa e honesta arrecadação de rendas públicas, outros por construir alguma coisa que ficasse. Mas governo não é só isso, governo é arrecadar, constituir, policiar, estabelecer o império da lei etc.". Álvaro era um jornalista com aguda sensibilidade sociológica. Denuncia o esvaziamento dos cam­pos e o superpovoamento das cidades, vislum­brando os enormes problemas sociais que advi­riam.

Na sua gestão teve lugar

·          À expansão das cooperativas de crédito.
·          A criação do Banco Popular e Agrícola de Alagoas.
·         A instalação do primeiro órgão de pesquisas e análises na Escola Agro técnica de Satuba, o incentivo à avicultura e à fruticultura, principalmente a produção de pinhas. Apesar de jornalista, como os seus ante­cessores, suas relações nem sempre foram amisto­sas com a imprensa, também.

O quadro nacional agitou-se com a determinação de Washington Luís em indicar Júlio Prestes, seu conterrâneo, rompendo o grande acordo da política café com leite, a aliança São Paulo - Minas. Surge a Aliança Liberal. Segue-se a quebra da bolsa de Nova York com nefastos refle­xos econômico, social e político em todo o mundo. A economia alagoana sofre. A derrota da chapa oposicionista não convence e as acusações de fraude sacodem o país. Com o assassinato de João Pessoa em 26 de julho, numa confeitaria do Recife, eclode um movimento revolucionário. O Presidente da República reluta, mas é obrigado a renunciar.

Em Maceió, no dia 9 de outubro, um avião sobrevoa a cidade soltando boletins, através dos quais convocava a população a apoiar o movimento revolucionário.

Apesar dos desmenti­dos do Palácio dos Martírios, de que tudo estava bem e sob controle, a população desconfia de que havia algo mais no ar além de aviões de car­reira. No dia seguinte, constata-se que a Revolução chegara a Alagoas, com o afastamento do governador Álvaro Paes. E interessante a nar­ração de Carlos de Gusmão, secretário de Governo, do último passeio do governador Álvaro Paes na Rua do Comércio. "Ao entardecer, saímos eu, José Lins do Rego e Quintela Cavalcanti do Palácio do Governo, quando Álvaro Paes nos disse que também iria passear em nossa companhia. Saímos os quatro e um pouco adiante a nós se junta Jorge de Lima. A pé andamos até o fim da então Avenida da Paz, em Jaraguá. O governador ia despertando a atenção. A sua passagem repetiam-se saudações, cortesias, chapéus tirados das cabeças, e a todos correspondia risonhamente o Chefe de Estado. Nós, do grupo governamental, íamos conversando, pilheriando, como se estivéssemos a fazer o footing de um governo novo. No entanto, estáva­mos chegando ao fim. Poucas horas depois, ao passarmos pela Rua do Macena, vimos no fundo do Palácio dois carros e um caminhão com malas. Era a fuga. Em verdade, uma coisa triste, que eu nunca esqueci".

Grande final de uma atribulada década, de uma estrutura política vinda dos primórdios da República. Declínio das oligarquias e presença de forças novas, novas classes e aspirações e independência e vitória da cidade.

Os Governos : Batista Acioli e Fernandes Lima



O fim da era dos Malta é erroneamente considerado como o fim das oligarquias em Alagoas. Não é verdade.

 Há uma continuidade do sistema, com as peculiaridades da nova época. Com Fernandes Lima consolidam- se as bases de uma nova estrutura oligárquica. Os proprietários do norte açucareiro alcançam a hegemonia do sistema.

O fenômeno oligárquico é complexo. Sai o caudilho de Mata Grande, entra o caudi­lho do Passo. Não esqueçamos que, na oposição, Fernandes Lima combateu, sem tréguas, o mecanismo da reeleição e, ao chegar ao Governo, passou a' fazer aquilo que combatia nos Malta. Quando a conjuntura econômica favorável cessa e a questão social aflora nos anos seguintes a I Guerra, vamos ter o endurecimento do regime, reprimindo duramente as greves dos operários do porto em Jaraguá, reprimida pelo secretário Castro Azevedo numa aliança incrível com o arquiinimigo Euclides Malta, para combater o espantalho socialista que começa a aterrorizar o bem comportado mundo da belle époque.

O sucessor de Clodoaldo da Fonseca é Batista Acioli, já que o vice anterior estava impedido legalmente de inscrever sua candidatura, apesar de infrutíferos esforços de seus amigos que não aceitavam a proibição. Batista foi lançado pelo grupo situacionista enfrentando uma candidatura rival, mas sua vitória foi questionada.

 Acioli. Após muita contro­vérsia, viu parar a questão nas barras dos tribunais, chegando a ter Alagoas uma esdrúxula dualidade de poder. Batista confirmou sua eleição e enfrentou um período difícil, governando de 1915 a 1918, com atra­so no pagamento do funcionalismo, escassez de recur­sos e outros problemas, sobretudo os de abastecimento decorrente da eclosão da grande guerra na Europa.

·         A sua gestão assinala a construção do grupo Escolar Diegues Júnior, na Pajuçara.
·         A construção de uma estrada de rodagem ligando à atual Marechal Deodoro a São Miguel dos Campos.
·         Era o prenúncio da era rodoviária que seria deflagrada por Fernandes Lima que também influenciaria no projeto Rumo aos Campos, invertendo a política de priorizar a capital.

Batista, sisudo proprietário de terras de Maragogi, onde tinha engenho, deixou uma imagem de gover­nante austero e zelador do equilíbrio fiscal, apesar de todos os problemas que enfrentou. Cioso de suas prerrogativas, não quis dar mostra de vassalagem e fraqueza ao líder camaragibano, inegavelmente a grande força política desde o episódio de 1912, chegando a uma posição de atrito constante: com o mesmo e a um rompimento que gerou séria crise.





Fernandes Lima Foi eleito em 1918, sucedendo Batista Acioli e foi reeleito em 1924. Coisa rara no mundo político de hoje, durante a vigência de sua vida pública sempre exerceu o mecenato e procurou prestigiar a intelectualidade da terra. Alagoas se fazia representar nos princi­pais eventos culturais do país. Publicou livros como Terra das Alagoas, docu­mentário editado em Milão. Ordenava a comemoração das grandes datas nas escolas. Maceió se engalanava para celebrar fatos como a assinatura do Tratado de Versalhes O aterro de Jaraguá tornou-se palco dessas festas, passando a chamar-se, por conta da celebração do fim da guerra, Avenida da Paz. Incentivou vocações artísticas, prestigiou as artes e concedeu bolsas de estudo para aperfeiçoamento nas artes plásticas.

Escolhia nomes como Moreira e Silva para representar Alagoas nos Congressos Brasileiros de Geografia, com a missão de defender nossos limi­tes territoriais. Prestigiou a Academia Alagoana e Letras, fundada em sua gestão, e o Instituto Histórico e Geográfico.
Como tinha veleidade literária, nunca esqueceu as instituições culturais. O prédio atual do Instituto Histórico foi obtido em sua gestão, mesmo sendo ini­ciada a sua aquisição no período de seu grande adversário Euclides Malta.

Com seus dois sucessores na República Velha, era jornalista, com presença per­manente nas colunas da imprensa. Ressalve-se que essa relação não implicava necessariamente, em rela­ções amistosas com as empresas jornalísticas. Procurava recrutar seu quadro de assessores no efer­vescente mundo cultural de então. Vários deputados, senadores e dirigentes públicos por ele apoiados eram integrantes das instituições culturais como Jorge de Lima, Povina Cavalcanti e Demócrito Gracindo que foram trazidos para o parlamento estadual pelas mãos de Femandes Lima. Foi revolucionário no senti­do de governar para o interior. Rumo aos Campos era o slogan de seu governo e se mostrava como a priori­dade de sua administração. Foi o iniciador do ciclo rodoviário em Alagoas, resolvendo o problema de ligação entre a capital e os municípios litorâneos do interior. Favorecido pela conjuntura econômica do Estado ampliou fortemente as fontes de receita do Erário. Reabilitou a vida econômica do Estado e admi­nistrou, no primeiro governo, uma era de razoável prosperidade. Construiu várias escolas, dotando-as em prédios confortáveis. Em 1924 foi substituído por outro jornalista de temperamento tão forte quanto ele, o pilarense Costa Rego.




quinta-feira, 3 de julho de 2014

As Salvações, O Governo de Clodoaldo da Fonseca.



O Governo de Hermes da Fonseca representava a volta do fator militar para a cena política. A precariedade de sua gestão já é sentida durante a campanha eleitoral, diante da dificuldade de harmonizar os interesses das lideranças dos Estados maiores, seus grandes eleitores. Dispersada a sua base, após a eleição, devido aos interesses antagônicos que representavam, Hermes procurou isolar-se com seu grupo de caserna. Não possuindo raízes na política tradicional, como seus antecessores civis fragilizados o antigo pacto imaginado por Campos Sales, viu a saída para sua sustentação na indicação de representantes seus nas unidades federativas, o que implicava na derrubada dos donos do poder estadual, daí surgindo à figura das Salvações, encarnados em militares de prestígio, que assumiriam sob a bandeira de derrubadores das oligarquias e dos salvadores das instituições republicanas. O movimento propagou-se por todo o país, principalmente na região norte, onde as oposições locais, eternamente alijadas do poder, vislumbraram a chegada do seu dia D.
O Partido Democrata, assim, que trabalhava com candidaturas simbólicas, como a de Clementino do Monte, ao assistir à bem sucedida campanha do general Dantas Barreto, ministro da Guerra, derrubando o poderoso oligarca Rosa e Silva, em Pernambuco, tenta aliciar o coronel Clodoaldo da Fonseca, chefe da Casa Militar dó Presidência da República, para ser o Salvador em Alagoas. Euclides não se considerava peça vencida; aliás, não admitia sequer chefiar uma oligarquia. Procurou fortalecer-se junto ao senador Pinheiro Machado, grande chefe político no Rio de Janeiro, e ignorar os alaridos dos opositores. Mas ele subestimara a extensão da crise que se instalava e o descontentamento provocado pelo longo domínio que exercera no Estado. Surgem nos bairros da capital, insuflados. Por vigilantes adversários, com características de sans-culotte de 1789. Cresce a força da oposição que agora envolve jornalistas, estudantes, bacharéis, artistas, até empresários como Delmiro Gouveia que, unidos no vigor antigovernamental e antioligárquico, defendem suas ambições junto com as promessas de mudança. Podemos afirmar que houve o início de um estalido socialO fato de Clodoaldo ser oficial superior, primo do Presidente da República e seu Ministro, filho de Pedro Paulino e pertencer à instituição militar que quer resgatar os ideais republicanos, transforma-se numa arma poderosa para a oposição. Concentrações, comícios diários, críticas demolidoras na imprensa, boletins acusadores distribuídos à população e a criação da Liga dos Republicanos Combatentes, sociedade carbonária, verdadeiro grupo paramilitar radical, chefiada por um combatente de canudos, o cabo Manoel da Paz, transformam a campanha ante Euclides numa verdadeira guerra. Um estado de sublevação popular, com uma perseguição aos lebas, assim chamados os partidários dos Maltas, a invasão da casa do intendente da Capital, os apupos e a agressão ás autoridades e a conclamação ao povo a não mais pagar impostos-, num gesto de desobediência civil. Até a guarda palaciana é desarmada e o Palácio dos Martírios invadido, tendo o Chefe do Executivo que sair para a capital pernambucana buscando auxílio de Dantas Barreto, seu antigo amigo, que agora não lhe dá cobertura, pois era também um Salvador. Clodoaldo, que, a princípio relutava, finalmente atende a convocação de Femandes Lima e recusa a solução conciliadora do Catete, imaginada por Pinheiro Machado com aval de Hermes, em ser ele o candidato do próprio Euclides Malta á sua sucessão. Com a sua concordância, rompe das hostes oposicionistas, como um vulcão, a campanha pró-Clodoaldo. Três fatos foram decisivos para os partidários da renovação republicana. O primeiro foi o quebra-quebra dos terreiros de xangô ocorrido em 7 de fevereiro de 1912, comandado pela Liga dos Combatentes. Ardiloso plano político onde, a pretexto de que Euclides Malta e seus correligionários do Partido Republicano Conservador afrontavam a sociedade, protegendo a prática do candomblé, a oposição acusou os euclidistas da prática de feitiçaria, invadiu e depredou os terreiros, jogando contra eles a população e, principalmente, a poderosa opinião da Igreja e do segmento social mais influente.
 Os outros episódios que definiram a vitória dos salvacionistas, já com seus adversários com a autoridade reduzida a fiapos, foi o desembarque de Euclides vindo do Rio sob a proteção das forças federais, com o comércio fechado e muitos tumultos populares durante o trajeto aos Martírios e finalmente, a manifestação gigantesca contra o governo, que redundou em tragédia com vários feridos e as mortes do Secretário do Interior, Tenente Branyner, e o jovem poeta Bráulio Cavalcante.


A Capital foi palco de distúrbios e a própria força federal foi impotente para conter a revolta e recolheu-se. Termina o período euclidiano. Realizadas as eleições os candidatos oposicionistas foram vencedores, sendo Clodoaldo da Fonseca e Fernandes Lima eleito,  sem competidores, pois os situacionistas não tinham candidatos naquela altura, com um governo de emergência presidindo as eleições. Doce engano de quem imaginava que a era das oligarquias acabara. O governo Clodoaldo era um período de transição. Há uma reciclagem de atores, exatamente como foi feito na passagem do regime monárquico para o republicano. O governador eleito nutria pretensões de candidatar-se á presidência da República, repetindo o sucesso de seus familiares, Deodoro e Hermes. Homem de hábitos cosmopolitas, pois morou muitos anos na Europa, como conselheiro militar do Brasil.  Clodoaldo preocupou-se em humanizar a terra de seus pais, criando um merca do de flores no centro do comércio e priorizando o setor educacional, sendo de sua época o Grupo Escolar Tomás Espíndola. Criou bandas de músicas e auxiliou grupos teatrais, reorganizou o sistema de segurança, criando uma guarda civil, e o ponto alto de sua gestão foi à instituição de um serviço de assistência médica pública, denominada Socorro Médico de Urgência, inclusive com transporte para enfermos ou acidentados. Talvez se tivesse menos preocupado com seu projeto presidencial, pudesse ter feito uma gestão mais profícua. Repetiu erros de seu pai, Pedro Paulino, e deixou seu vice-governador com poderes excessivos. Mesmo assim, interferiu em inúmeras ocasiões para evitar perseguições e vindita contra os antigos ocupantes do poder. Tinha um relacionamento respeitoso com seus adversários, o que motivava o desagrado de seus correligionários. Apreciando mais a parte administrativa, deixava as questões políticas com Femandes Lima, o grande estrategista da sua vitória. Com o vice-governador, os proprietários do norte açucareiro alcançam a liderança do sistema, anteriormente ocupado pelos proprietários de terras do sul. Na verdade, a estrutura oligárquica muda de mãos. Em linhas gerais a estrutura mantém-se de pé. As mudanças são cosméticas. As alianças municipais e regionais são as mesmas. Nada muda na essência.




O Governo de Gabino Besouro e o Estado de sítio



Floriano enfrentou sem hesitar sucessivas crises e sublevações e as venceu uma a uma. Além do Exército, de que se fez ídolo, foi essencial o apoio que recebeu da classe média e da burguesia. Esta última o via como necessário para deter a ameaça do caos em que estava mergulhado o país. Por sua posição firme, inclusive na defesa da soberania do Brasil e na proteção ás aspirações popular foi chamado de Marechal de Ferro e Consolidador da República.
Em Alagoas a situação se alterava com a eleição de outro militar, o coronel Gabino Besouro para governador e o barão de Traipu para vice - governador, chapa derrotada na eleição anterior.  O novo mandatário, penedense de origem e militar, era herói da Guerra do Paraguai. Talvez por essa condição tenha sido escolhido pela oposição para fazer frente a outro militar, Pedro Paulino. Foi deputado constituinte federal, com destacada participação. Era ativo, e intransigente em suas idéias. Republicano radical, combatia as meias medidas do liberalismo civil. Suas divergências com seu antecessor, também militar, eram porque o primeiro era mais conciliador com os monarquistas, enquanto ele queria total distância dos mesmos.
Na posse de Gabino ao expor suas metas e ao verem o aspecto carrancudo do militar.
·         Traçou objetivos bem definidos de sua gestão:
·         Normatizar o serviço público, estruturar o setor fazendário, alojar as repartições em locais condignos.
·          Fortalecer o sistema de segurança, centralizando a polícia; inibir as ingerências políticas na administração.
·          Estimular o teatro como diversão
·          Elaborar um código florestal e rural, coibir o contrabando.
·          Construir prédios para abrigar os três poderes, elaborar um planejamento a médio e em longo prazo, definir uma política integrada de transportes.

Identificado com a corrente florianista, de quem era ardoroso seguidor, foi por sua conduta sendo minado pelas forças políticas estaduais, rompendo com seu, vice e com o próprio Floriano, devido às intrigas tecidas pelos descontentes.
                                     
 Alagoas a viveu um estado de sítio

A insatisfação política com a ação inflexível do governador levou Alagoas a viver em estado de sítio com a participação de soldados de linha, guarnição federal e milícias municipais e dos chefes políticos a se enfrentarem, gerando permanentes conflitos nas ruas. O Palácio foi cercado por forças federais e ele abrigou-se na casa de. Familiares do general Dantas Barreto, militar pernambucano de prestígio na órbita federal. Sua queda, porém, não foi impedida e após o poder passar de mãos em mãos, uma nova Junta Governativa declarou o cargo vago e procedeu nova eleição, quando foram eleitos o Barão de Traipu, seu desafeto, para governador, e o coronel José Vieira Peixoto, primo de Floriano, para vice-Governador.
Manoel Ribeiro, assim era o nome do Barão, é mais uma prova da fragilidade dos quadros republicanos locais e da forte presença de políticos monarquistas no novo regime. As atribulações surgiram no Rio com a saída de Floriano Peixoto. Ó período é de uma nova variante republicana, deixando o militarismo em segundo plano o advento dos setores oligárquicos civis. Ligado oportunisticamente ao florianismo e tendo como base política Penedo e o sertão sanfranciscano, Traipu não percebeu, como faria seu genro Euclides Malta mais tarde, que a hora era de prestigiar ainda mais o setor oligárquicos forte, o açucareiro.
A falta de percepção do deslocamento do eixo da política estadual - ele continuava ligado á base sertaneja tradicional - procrastinando uma reorganização das forças políticas, priorizando uma aliança mais estreita com os proprietários de terras da zona da mata e litoral, fez com que se envolvesse a nova gestão em litígios de senhores de engenho da região norte, como no episódio de Manuel Isidoro, de Jacuípe. Igualmente o crime eleitoral, a inabilidade do Chefe do Executivo e suas divergências com o poder Judiciário, onde predominavam representantes dos grupos agrários mais importantes, fizeram eclodir outra séria crise. A causa imediata foi à nomeação de membros do Judiciário sem consulta a ninguém. Choveram as críticas e a revolta represada ganhou a adesão de oficiais ligados ao ex-governador Gabino Besouro, muitos deles que tinham sido recentemente transferidos para Maceió. Alguns batalhões se amotinaram, grupos civis descontentes se colocaram á frente de uma passeata, cujos líderes invadiram o palácio e cortaram as comunicações.
 O governador, cercado, teve de nomear uma Junta Governativa. Oficiais sediciosos foram á Viçosa de trem para buscar o coronel Apolinário Rebelo, presidente do Senado Estadual, para assumir o governo. Aproveitando um descuido dos rebelados, o Barão escapou e refugiou-se no Hotel Nova Cintra, onde se concentraram seus partidários. O Hotel foi cercado e aconteceu uma verdadeira batalha com vários mortos e feridos.
O Presidente da República, cientificado dos fatos, ordenou que o destacamento federal repusesse o Barão no governo. Prudente de Morais, atendendo a um pedido de Traipu, trocou todo o 26° batalhão federal pelo 33° de Sergipe, uma vez que o primeiro, ligado a Gabino Besouro, se envolveu diretamente na sedição. Restabelecida a ordem pública, com intervenção direta do Palácio do Catete, o titular conseguiu completar o seu tempo e foi substituído pelo Dr. Manoel José Duarte, provedor da Santa Casa de Misericórdia, tendo como vice o coronel Santos Pacheco, proprietário na zona da mata.

 A luta partidária
 (continuou, mas sem a radicalização) de antes. A nova chapa representava uma transição para uma nova era que se implantava no país - a política dos governadores. Nas eleições já se experimentava uma fórmula que harmonizava os interesses das forças tradicionais com a adventícia. A eleição do vice, um plantador de cana da zona da mata, que assumiu parte do mandato do titular, um médico, representante da classe média urbana, que foi eleito para o Senado Federal, já evidenciava uma tendência de harmonização e os frutos das diretrizes da política criada pelo poder central. Administrativamente, do atribulado início republicano nada restou a não ser o apoio de Duarte para a criação do Bispado caeté, uma velha aspiração da comunidade católica.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Os Agitados primeiros anos da República de Alagoas

 Terra natal das duas principais lideranças do novo regime instalado em 1889, não houve em Alagoas, contudo, um movimento republicano de grandes proporções. Não passamos ao largo das mudanças, é verdade. A difusão dos seus ideais se propagou através dos clubes republicanos, de uma imprensa entusiasta e às vezes até radical na sua pregação e com adeptos na capital e no interior. Até no Instituto Histórico minoritárias vozes se levantavam combatendo a monarquia. Mas o grosso da população, incluindo a elite dirigente, as oligarquias dominantes, não se comprometeu. Somente quando a notícia da consolidação do 15 de novembro ecoou forte é que o frágil núcleo republicano, espantado, viu engrossar suas fileiras como o rio se transforma de repente num imenso oceano. Nunca se viu tanto republicano confessando sua predileção.

 Coincidentemente, no mesmo dia 15 de novembro, chegava a Maceió o último presidente da província, Dr. Pedro Moreira Ribeiro, que não chegou a tomar posse, evidentemente, retomando ao Rio de Janeiro na primeira embarcação que zarpava de Jaraguá.
O Clube Republicano, para preencher o vazio do poder nos Martírios, organizou uma Junta Governativa composta pelo coronel Aureliano Pedra, Manoel Barreto de Menezes e o líder republicano Ricardo Brennand que, por sua vez, escolheu como governador provisório o comendador Tibúrcio Valeriano. Este não chegou a acomodar-se na cadeira governamental, pois foi nomeado para o cargo pelo seu irmão Deodoro o coronel Pedro Paulino da Fonseca, tornando-se, assim, o primeiro governador republicano de Alagoas.
Quem esperava um início venturoso do novo regime, um período de união, com a presença de um dos membros do lendário clã dos Fonseca, enganou-se. O adesismo, a intensa disputa entre os políticos, cada um mais ardorosamente republicano que o outro, procurando influir na administração, querendo assegurar posições de mando, em meio a um quadro de intensa turbulência na política nacional, fez turvar o ambiente e as esperanças dos idealistas. Paulino tinha uma missão difícil e uma saúde frágil, era um pesquisador, um militar, um historiador, de rígida formação moral. As intermináveis homenagens, o foguetório, as flores, os “discursos encomiásticos, era tudo adulação e hipocrisia”. Pautou sua conduta pela inflexibilidade e pela disciplina no processo de organização política estadual. Teve uma administração curta.
·         Preocupou-se com a questão sanitária e enfrentou uma grave epidemia de varíola, barrando os principais focos de infecção.  Fez campanha de vacinação, abertura das águas do riacho Maceió, criou um colégio para órfãos e um cais de embarque, este, na antiga capital
·         A elaboração da primeira Constituição Republicana do Estado.
·         Foram eleitos ainda os deputados federais e os três primeiros senadores, Floriano Peixoto, Cassiano Tavares Bastos e o próprio Pedro Paulino.

 Enquanto a situação do país se agravava com a oposição a Deodoro e depois com a sua renúncia, antevendo-se uma guerra civil, Alagoas refletia o conturbado ambiente da capital federal. Falava Pedro Paulino, com amargura, da ingratidão para com os irmãos Fonseca, só lembrada quando se queria obter favores. Impregnado de valores diferentes e mais chegado a uma noção ideal e não real da política, ele confessaria depois que não devia ter aceitado o cargo que lhe trouxe tantos dissabores no final da vida. Com o crescimento do grupo hostil a Deodoro em todo o país, ele percebeu que o mundo civil era muito diferente da estrutura linear que imprensa nas forças armadas. No episódio da escolha dos constituintes estaduais para a próxima eleição do Executivo local, que já renunciara o mandato de governador, com o forte sentido de honra dos Fonseca, desgostoso com o rumo dos acontecimentos, renunciou também ao cargo de Senador da República, afastando-¬se definitivamente da política. Morreu pobre, vivendo os últimos dias com muitas lembranças e amarguras.
Araújo Góes, baiano de nascimento, político experimentado do Partido Conservador do Império, já tendo ocupado naquele período o cargo de Presidente da Província de Sergipe, como Vice-Governador de Paulino, assumiu o posto do titular e agiu com extrema energia para conter a agitação oposicionista em todo o Estado.
  Tendo aderido ao golpe de Estado, foi deposto no mesmo dia em que Deodoro caiu e foi substituído por uma Junta Governativa, composta de dois militares e dois civis. A Junta passou, por sua vez, a chefia da administração ao Presidente do Senado Estadual, o Barão de Traipú, que se encarregou de proceder nova eleição. No cenário federal, outro alagoano, Floriano Peixoto chegava ao posto máximo, sucedendo seu conterrâneo.

Levantamento de dados para pesquisa em Porto Calvo, Prof: Luiz Gomes.

Levantamento de dados para pesquisa em Porto Calvo, dia 29/06/2014. Casa de Guedes de Miranda, Matriz Nossa Senhora da Apresentação (de 1610), Casa Paroquial, estátuas do Porto do Calvo, balas de canhões da época holandesa, achados holandeses expostos na Casa de Cultura, Adelmo Monteiro apresentando os achados arqueológicos da Casa de Cultura, estátuas representando o martírio e a execução de Calabar.

Prof: Luiz Gomes.