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Mostrando postagens de Agosto, 2014

O Governo de Muniz Falcão e o Impeachment

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Afrânio Lages era um legítimo representante das oligarquias alagoanas e candidato de Arnon de Mello, que no ano anterior, no auge de sua popularidade, chegou a declarar que elegeria até um poste.    A campanha foi bastante disputada. Muniz Falcão era atacado como o forasteiro. Contra Afrânio Lages pesava a sombra de fascista, dado ao seu passado de integralista. O resultado da eleição chegou a ser surpreendente e confirmou as fortes raízes do populismo, especialmente na capital, onde Muniz venceu com o dobro de votos.  Líder carismático, como delegado do trabalho destacou--se por posições a arrojada no cumprimento de suas funções. Por outro lado, sua vitória nunca seria bem aceita pela elite local. Liderada por Arnon de Mello e Rui Palmeira, a UDN, principal força de oposição, mobilizou-se para combater o governo populista de Muniz, que, inicialmente, se viu diante do desafio de sanear as finanças públicas e adequar à máquina administrativa à realidade. Arnon havia deixado de herança …

Na tarde de 13 de setembro de 1957, a história política de Alagoas viveu o seu mais sangrento episódio. A sessão de votação do impeachment do governador Muniz transformou-se num tiroteio de cerca de 40 minutos.

Redemocratização: 1945 a 1964 O Governo de Arnon de Mello

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A política desastrosa do governo Silvestre Péricles favoreceu a oposição na eleição de Arnon de Mello para governador, em 1950,num pleito marcado por tensões e mortes.
Essa eleição representou o fim de um ciclo na política alagoana: o domínio dos Góes Monteiro. Mas a vitória de Arnon não foi o fato de maior repercussão nas eleições daquele ano em Alagoas. A vitória do médico Ezequias da Rocha sobre o poderoso general Pedro Aurélio de Góes Monteiro na disputa da vaga para o Senado foi comentada em todo o País. O fato entrou para a história como uma das maiores surpresas da vida política alagoana e como uma brilhante demonstração da força do voto e como expressão da vontade popular. Entretanto, o desgaste de Silvestre Péricles não impediu que o PST elegesse uma maioria parlamentar. Ari Pitombo e Muniz Falcão foram eleitos deputados federais e assumiram a liderança do populismo no Estado
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Nas eleições de 50, Arnon foi eleito com uma mensagem de paz, salvacionista e modernizante. Vaido…

Redemocratização: 1945 a 1964 e Governo de Silvestre Péricles

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Os anos 50 foram especialmente intensos em Alagoas.
A vitória de Silvestre Péricles com sua plataforma populista foi um sinal do anseio por mudanças dos alagoanos. O momento histórico exigia um esforço de- inserção do Estado no movimento                   desenvolvimentismo em moda no Brasil desde os anos 30. Com atenção, vamos observar que este apelo popu­lar vai se verificar outras vezes na recente história de Alagoas. Que era predominan­temente rural. A urbanização avançava rapidamente. Os benefícios sociais eram poucos. Apenas 3,86 por cento dos domicílios tinham Água encanada e só 9,58 por cento energia elétrica.
A economia conti­nuava assentada no plantio da cana e na produção do açúcar. A cultura do fumo adquiria força. A migração para o eixo Rio-São Paulo era um fenôme­no crescente.
O governo Silvestre Péricles foi marcado pela prepotência e pela intolerância.
Muitos foram os conflitos envolvendo o governador e a oposição. Os deputados comunistas eram duramente perseguidos e …

O ESTADO NOVO EM ALAGOAS

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Em 37, com a instalação do Estado Novo, a Câmara, o Senado e as assembleias estaduais 'foram fechadas. Na primeira etapa da década de 30, o governo procurou moldar o movimento sindical. Sindicatos e federações foram criados sob o manto do governo. As greves, porém, acontecem com independência. Entre as reivindicações da época destacam-se a luta pela garantia da jor­nada de oito horas de trabalho, por melhores condições de trabalho e por melhores salários. O setor têxtil era a principal força mobilizadora. Em Fernão Velho e Rio Largo localizavam-se os principais focos da justa rebeldia operária.
Na segunda etapa, a repressão promovida pela ditadura de Vargas aos movimentos sociais foi intensa, especialmente ao movimento sindical e aos comunistas. Nesse período, aconteceram prisões e até deportações de Alagoanos
Ismar de Góes Monteiro (1941-1945) substituiu Osman Loureiro. Em sua gestão combate a violência e a impunidade.
Outra tarefa importante foi a de implementar a fiscalização das …

As mudanças dos padroeiros de Maceió de São Gonçalo a nossa senhora dos prazeres

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O engenho Maceió tinha sua localização no sopé do planalto da jacutinga, (hoje ladeira da catedral) na configuração da sociedade colonial portuguesa no Brasil, existia a divisão social representada pela casa grande, o engenho, senzala e a capela, representada pela religiosidade portuguesa a religião católica, cujo padroeiro era na época são Gonçalo Amarante. Em 1761 Proprietário do engenho Maçaió, O capitão Apolinário Fernandes Padilha fez a doação de um terreno para construção da capelinha hoje atual catedral metropolitana de Maceió no ano seguinte, a capela tinha devoção de Nossa Senhora dos Prazeres, segundo a Historiadora Isabel Loureiro em seu livro História de Alagoas “os devotos de são Gonçalo dirigiam ao seu padroeiro ,com hinos e louvores e também faziam homenagens a padroeira nossa Senhora dos Prazeres” O que motivou a mudança do padroeiro são Gonçalo para nossa senhora dos Prazeres  segundo a lenda, o capitão Apolinário Fernandes Padilha, estava roçando milho na ladeira ac…

Alagoas: Capitania hereditária é a razão de seu atraso e miséria // IREMAR MARINHO

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As causas da miséria secular de Alagoas passam ao largo das preocupações e propostas de compromissos dos candidatos melhor avaliados nas pesquisas eleitorais para governador: Benedito de Lira e Renan Filho. Quando muito, se pronunciam sobre a violência que atormenta a sociedade, prometendo paliativos que sequer arranham o que seria necessário para proporcionar tranqüilidade à população e perspectivas para o crescimento humano.
Esses candidatos são bons pais, maridos, irmãos e amigos, mas nenhum deles morre de amores pela população alagoana ao ponto de ousar o compromisso de romper com a forma de governar o Estado, contando para isto com o mesmo teor de omissões nas promessas de atuação dos candidatos aos cargos parlamentares, nos níveis estadual e federal, com as raras exceções de praxe. Lastimavelmente, tem sido assim, durante todo o período republicano, com os cargos políticos e os mandos passando de pai para filho, como se o Estado fosse uma capitania hereditária, vivendo-se ainda n…

Maestro Edmundo Peruzzi e sua Orquestra - LUZINHA - choro de Airton Amor...