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Mostrando postagens de 2017

As características da arquitetura colonial de Santa Maria Madalena da lagoa do sul (atual Marechal)

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Notamos na atual cidade de Marechal Deodoro aspectos do Período colonial , temos a arquitetura era símbolo de poder econômico, como a eira e a beira. A expressão “sem eira nem beira”, que significa sem recursos, na miséria, vem de elementos de edificações coloniais, as casas das pessoas mais importantes e ricas tinham as duas estruturas – eira e beira – no acabamento do telhado, Construções comércio embaixo e em cima a residência e Utilização de construções verticais no caso as Igrejas Católicas.
Em relação à cidade que era chamada de Lagoa do sul as ordens religiosas Católicas Apostólicas Romanas Fundaram igrejas e conventos; 1660 os Franciscanos liderados por Frei Pedro de São Paulo fundaram a edificação que se transformou Igreja conventual de Santa Maria Madalena  que foi terminada 1793. A Igreja de N.S Do Amparo construída sobre a liderança do Vigário Veríssimo Rodrigues Rangel em 1757 e concluída em 1860 da Irmandade de nossa  senhora do Amparo(Homens Pardos ); A Irmandade do ros…

Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul (Sumaúma), seu Aspecto Político.

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A Historia da atual cidade de Marechal Deodoro, que tinha o nome sesmaria de Madalena da Sumaúma, se estendia territorialmente pelas margens da lagoa Mundaú e seus canais, tem sua formação econômica relacionada à produção da cana de Açúcar (Engenhos), na qual o escoamento da produção se dava pelo porto do Francês. Assim como a Historia da vila Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul não esta relacionada com proclamação da republica, já que o proclamador Marechal Deodoro só nasceu na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, em Alagoas, no dia 5 de agosto de 1827 e estudou em escola militar desde os 16 anos no Rio de Janeiro, historia da cidade está relacionada com as Invasões Holandesas e a chegada das ordens religiosas que fundaram conventos e inúmeras Igrejas. Segundo Sebastião Heleno no livro (Marechal Deodoro A primeira capital de Alagoas),a vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul foi fundada Por Duarte Coelho em 12 de Abril 1636.
Já Ernani Mero cita em seu livro: (Santa Maria…

Aqui Maceió começou a ser capital

O bairro de Jaraguá é a própria história de Maceió. Naquele pequeno trecho encravado entre o mar, o Poço e o Centro da cidade, surgiram os primeiros surtos de desenvolvimento da então vila, que cresceu tanto e superou a capital da Capitania, a então cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, provocando a luta da transferência da capital para Maceió, onde já residia o governador e sediava as principais partições publicas. Esse desenvolvimento do bairro deve-se ao seu porto, que transformou o local num imenso comercio com negócios de todos os rumos.   Esse desenvolvimento do bairro deve-se ao seu porto, que transformou o local num imenso comercio com negócios de todos os rumos. Mas Jaraguá surgiu antes mesmo da povoação de Maceió, originada de um engenho de açúcar de propriedade do coronel Apolinário Fernandes Padilha, no local onde hoje é a Praça Dom Pedro II. Aldeia de pescadores foi logo chamando a atenção de quem passava pelo caminho, margeando o mar.   Quando da chegada do primei…

A oligarquia Maltina

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Encerrado o ciclo militarista republicano, as oligarquias estaduais ascendem o poder. Em Alagoas, após o hiato tempestuoso de deposições, no governo de Manoel Duarte, sob o influxo dos acontecimentos nacionais, estabelece-se um novo pacto político As bases agrárias ligadas ao açúcar reassumem a liderança das demais frações senhoriais, mesmo sob a batuta de um astuto político sertanejo, Euclides Malta. Agora, com enorme autonomia em cada Estado, impõe-se um sistema oligárquico por intermédio de um dono pessoal ou da família, de um chefe ou de um grupo fechado. Instalado o sistema, os chefes de cada uma delas agem de pleno acordo com o político idealizado pelo presidente Campos Sales, instrumentalizada pelo Partido Republicano, braço eleitoral que opera pelos chamados Comissões Verificadoras, Marginalizando as camadas populares, derrotando os últimos inconformados monarquistas e os republicanos militaristas, assumem o controle governamental nos Estados às elites agrárias que delimitam a…

O Ciclo do Algodão e as Vilas Operárias dos historiadores Douglas Apratto Tenório e Golbery Luiz Lessa

Apesar de ter sua presença no panorama histórico da economia alagoana relegada a um plano inferior, a cultura do algodão protagonizou um período particularmente importante para o desenvolvimento da região ao possibilitar o início de um expressivo surto de industrialização no estado. Momento histórico marcado em sua etapa inicial pela consolidação de um intenso processo de transição do ambiente social, em meio ao surgimento das fábricas de fiação e tecelagem e suas vilas operárias, a atividade industrial em Alagoas chegou ao seu ápice entre os anos 1930 e 1950. Nesse meio tempo, o estado não apenas experimentou o gostinho do progresso, mas viu surgir no espaço fabril uma série de transformações importantes que tornou possível a quebra de tabus seculares. Entre os quais, o início de um lento, porém significativo processo de emancipação da mulher em função da expressiva atuação feminina no universo têxtil e o desenvolvimento de uma consciência política entre a classe operária, constituí…

Fosseis da Era do Gelo

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Escavação da obra revelou vestígios de animais
Além de terra, minerais e água, o solo do município de São José da Tapera esconde história. Fósseis de Preguiça Gigante, Mastodonte, Tatu-Gigante, Toxodon e Paleolhama foram descobertos recentemente nas escavações das obras trecho 4 do Canal Adutor do Sertão. Vestígios de vida da Era do Gelo em pleno Sertão alagoano. No dia 6 de dezembro os últimos fósseis foram retirados da escavação pelo paleontólogo, professor universitário e diretor técnico de Paleontologia do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Jorge Luiz Lopes. “Foi um achado incrível. Temos dentes, ossos, e tudo foi devidamente preservado e catalogado. Nesta última viagem, foram 12 caixas só para trazer o material para o museu em Maceió”, afirmou. De acordo com Lopes, o aumento em obras de grande porte, como o Canal do Sertão e duplicações de rodovias, que envolvem relatórios exigidos pelos órgãos ambientais competentes, além da ampliação na pesqui…

Sítio arqueológico em Maragogi é interditado

Japaratinga – A Delegacia de Repressão Contra Crimes Ambientais e ao Patrimônio Histórico (Delemaph) da Polícia Federal (PF) em Alagoas instaurou inquérito para apurar a destruição do sítio arqueológico onde foram encontradas moedas do século 19, em Japaratinga, Litoral Norte do Estado. As investigações buscam identificar os autores das escavações e do comércio ilegais das relíquias. Eles serão enquadrados na lei 9.605/98 e podem responder por dano ao patrimônio histórico. “Não só quem vendeu, mas também quem comprou as moedas pode ser responsabilizado. Por lei, são proibidos o comércio e a escavação sem a devida autorização do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]”, alertou o chefe da Divisão Técnica do Iphan em Alagoas, Sandro Gama. As moedas antigas começaram a ser encontrada na última segunda-feira pelos moradores do Alto da Torre, periferia de Japaratinga. A busca pelo tesouro seguiu durante a semana. Com pás, enxadas e outras ferramentas, eles escavavam…

Igreja em Ipioca ganha restauração

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Séculos e séculos não foram suficientes para extinguir um mito que ainda paira sobre os pequenos vilarejos brasileiros que conviveram, lá pelos idos dos anos 1600, com a presença holandesa. Reza a lenda que, nesses lugarejos, túneis se encodem por debaixo do chão. Caminhos que, geralmente iniciados dentro das igrejas, ajudavam os jesuítas a fugir da perseguição do povo dos Países Baixos. A comprovação de muitos deles ainda é incerta – segundo o arquiteto e chefe da Divisão Técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Alagoas (IPHAN-AL), Sandro Gama, a existência deles sequer foi comprovada. Ainda assim, a crença persiste, da mesma maneira que outra bem popular: a de que parte dos antigos templos católicos teria sido levantada pelas expedições vindas da Holanda. Não se sabe se a história dos túneis corre por Ipioca, povoado ao Norte de Maceió e, datado de 1625, mais antigo que a própria capital. O da igreja, porém, persiste firme e forte por lá. “Fui um dia de…

Ganga Zumba de Cruz das Almas

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Era uma vez um rei africano – Ganga Zumba o nome significando “Grande Filho do Senhor”. Talvez o nome fosse Ganazumba, “Grande Lorde”. Natural do Império do Kongo, o reino imemorial que se estendia desde o sudoeste da África até o centro-sul do Gabão, era filho da princesa Aqualtune e tio do herói Zumbi. Negro foragido, deixou a marca de grande estadista, liderando a república livre dos Palmares, no atual município de União dos Palmares, entre os anos de 1670 e 1678. Era uma vez a Praça Ganga Zumba – o nome em homenagem ao rei do Congo e líder dos mocambos ou esconderijos palmarinos onde se refugiavam os escravos, seguindo a chamada “rota da liberdade” desde os engenhos de Porto Calvo, Porto de Pedras e Barra Grande (Maragogi) até o eldorado da Serra da Barriga. Na praça – incrustada na orla de Cruz das Almas, ali onde o Brasil se aproxima da África, podendo-se traçar, em linha reta, outra rota imaginária até o continente africano, até a capital de Angola, Luanda –, erguera-se no ano …

Abandono compromete estrutura do antigo Forte de Porto de Pedras

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Tombado em 2006 pelo governo do Estado. Tombando, caindo aos pedaços em 2015 pelo esquecimento. Essa é a triste situação da Cadeia Pública / Forte de Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas. O histórico imóvel construído em 1630 definha ao relento. Sem nenhuma manutenção ou obra de restauração, o prédio pode desabar. Na semana passada, uma chuvarada foi suficiente para fazer ruir o combalido telhado do prédio. “Minha irmã estava sentada ali na frente, quando tomou um susto grande. O telhado desabou e o estrondo foi grande”, contou a dona de casa Rafaela da Silva Santo, moradora da Rua da Fonte, ao lado da Cadeia Pública desativada. O histórico prédio – parte de um antigo forte – foi erigido pelos portugueses, destinado à defesa de Porto Calvo durante o período das invasões holandesas. A fortificação dificultava o acesso dos navios inimigos ao Rio Manguaba, em direção a Porto Calvo, onde se concentrava o grosso da produção açucareira. Quando o governo do Estado anunciou em 2006 o …

Queda do governador Divaldo Suruagy em 17 de julho 1997

As Alagoas nos seus 200 anos na fala de Cícero Albuquerque

O ano de 2017 marca – no tempo biológico do homem – os 200 anos da emancipação política de Alagoas, mas “Alagoas é muito anterior a isso, a história do negro, a história do índio antecede, a história do povo de Alagoas é anterior”, conforme enfatiza o professor Cícero Albuquerque. Na contramão da história e da comemoração oficial do Estado, uma vez que “o aniversário de Alagoas” servirá como palanque político e promoção dos grupos que controlam o poder e a produção, o Grito na Luta inicia uma discussão com o povo alagoano sobre a sua própria história dividida em pequenas conversas, na sua maioria em vídeos, que serão reproduzidos em nossos canais oficiais. O nosso primeiro entrevistado enfatiza que “Alagoas é um Estado de muitas carências e, uma dessas carências, é pensar Alagoas”. Professor da Universidade Federal de Alagoas, Dr. Cícero Albuquerque nos ajuda com uma reflexão sobre o processo sócio histórico do nosso Estado; ela foi dividida em três partes. Na reflexão, o professor t…