domingo, 28 de julho de 2013

O REI ABATIDO. Na fase aguda do movimento, governador Osman Loureiro pôs fim ao cangaço
Há exatos 75 anos morria Lampião
Por: VALMIR CALHEIROS - ESPECIAL PARA A GAZETA
Na fase aguda do cangaço mais famoso em Alagoas, o Estado foi administrada por 18 governantes. Entre os administradores, apenas dois se destacaram no combate ao banditismo em geral e ao cangaço de Lampião: Pedro da Costa Rego (1924/1928) e Osman Loureiro (1934/1940). Mas somente este teve a honra de colocar à cabeça o louro da vitória final contra o cangaço. 
Esta e outras informações constam de Lampião em Alagoas lançado este ano,
em Santana do Ipanema, onde os autores nasceram, e em Palmeira dos Índios. Trata-se do 17º de autoria de Clerisvaldo Braga das Chagas e o segundo de seu parceiro, Marcello André Fausto Souza. Ambos decidiram por esta publicação após constatar a inexistência de obra sobre o cangaço que abordasse de forma geral as ações de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, chacinado com a companheira Maria Bonita e mais nove asseclas em 28 de julho de 1938, há exatos 75 anos, em Angicos, Sergipe, pelas tropas comandas pelo então tenente João Bezerra, da Polícia Militar de Alagoas.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Maçaió, aquele que tapa o alagadiço.

Antes de sua fundação em 1609, Manoel Antônio Duro morou onde hoje é o bairro de Pajuçara, recebendo, do alcaide-mor de Santa Maria Madalena, Diego Soares, uma  sesmaria;  A cidade de Maceió nasce com a produção da cana-de-açúcar ,o engenho de  propriedade de Manoel  Antônio Duro, tinha o objetivos de escoar o açúcar pelo porto de Jaraguá, para fugir dos impostos já que o porto do francês era oficial, foi a forma encontrada de sonegar impostos .
A fabrica (engenho) tinha o nome banguê, logo depois recebeu o nome de Maçaió, o engenho se localizava no planalto da Jacutinga, hoje é o Bairro do farol, a subida da ladeira da catedral (igreja católica), na época o padroeiro  de Maceió foi São Gonçalo Amarante , o espaço geográfico alagoano ,era parte sul de Pernambuco formada por vilas de Alagoas(1600 ),Penedo(1570), Porto calvo (1590) e Maceió(1609) ,As Câmaras das vilas fizeram uma reivindicação ao então governador  Francisco de Castro da necessidade de uma comarca, Em 9 de outubro de 1706 alagoas do sul (cidade de Marechal Deodoro) Foi criada  a comarca de Alagoas.  Hoje  a cidade de Maceió foi vendida de Manoel Antônio duro para o capitão Antônio Apolinário Fernandes Padilha, a extensão do Latifúndio.ia da lagoa manguaba até e a enseada da pajuçura. Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815 da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, Causa do desenvolvimento fruto do porto de Jaraguá em torno da produção e exportação do açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, sendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves.

Por: Professor André Cabral//Historiaandre@gmail.com










Religiosos se destacam

Religiosos se destacam


No século XIX, o clero secular alagoa­no manteve-se na vanguarda intelectual, bem como dos movimentos políticos e sedições. Entre os padres cujos nomes figuram nos anais eclesiásticos das Alagoas, destacamos aqui: padre José Luiz Barros Leite, eleito deputado às Cortes de Lisboa; padre Francisco de Assis Ribeiro, professor de retórica da velha cidade de Alagoas e deputado às Cortes de Lisboa; padre Lourenço Wanderley Canavarro, vigário de Porto Calvo e um das cabeças da sedição de 1823, tendo assumido a presidência da Junta Provisória de Governo; padre Francisco de Assis Barbosa, cura de Ipioca e presidente da Junta Governista de 1824; padre José Antônio de Caldas, primeiro pároco nomeado para a freguesia de Maceió, mas nunca tomou posse, pois foi eleito deputado O Assembléia Geral e Constituinte de 1823, tendo participado, após a dissolução daquela assembléia, da Confederação do Equador (1824) e da Revolução Farroupilha (1835-45); padre Afonso de Albuquerque Meio, político e jornalista, dirigiu o jornal O Federalista Alagoense, além de haver sido nomeado cônego da Capela Imperial (1849), vigário de Maceió e visitador diocesano; padre Francisco do Rego Baldaia, político e agitador popular temível, famoso por sua exagerada lusofobia; padre João Caetano de Morais, vigário de Palmeira dós Indios e cacique político regional, que se envolveu no confron­to oligárquico conhecido como Guerra dos Lisos e Cabeludos, tendo sido assassinado quando era escol­tado para a capital; padre José Prudente T eles Costa, chefe do Partido Conservador em Jacuípe, assassina­do pelos filhos do caudilho Manuel Isidoro; padre José de Souza Machado, conselheiro mais votado do governo, tendo assumido temporariamente a Presidência da Província (1834), e padre José Vicente de Macedo, vigário de Atalaia, poderoso e terrível caudilho, eleito deputado geral em 1834, mas não exerceu o mandato porque foi covardemente assassi­nado, de tocaia. Dentre muitos outros que deixamos de mencionar por razões óbvias de espaço. 

Por Luciano cavalcante

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Emancipação política de Alagoas



Do início do século XIX até meados de 1850, o Brasil passou por uma fase de intranquilidade política, reflexo de acontecimentos europeus como a era napoleônico, a preponderância do capital inglês e os atropelos naturais resultantes de suas sucessivas mudanças de status: colônia e império  Em Alagoas essa efervescência se traduz em começar o século como comarca com sede administrativa em Santa Maria Madalena de Alagoas do Sul e chegar a 1832 como províncias independentes com capital em Maceió.
A história inicial de Alagoas é inseparável da de Pernambuco, sendo seus primeiros núcleos de povoa­mento formados a partir de engenhos de açúcar. A princípio foi efetuada a luta com os indígenas, em que bandeirantes e fidalgos que receberam doações de sesmarias auxiliaram o donatário de Pernambuco.
A compra de Alagoas foi criada em 10 de outubro de 1710 sob a jurisdição da capitania de Pernambuco com todo o aparato administrativo acompanhante: juí­zes ordinários, camaristas e capitão-mor, tendo como sede Santa Maia Madalena de Alagoas do Sul.
    No início do século XIX a comarca era produtora destacada de açúcar e, em menores proporções, de madeira, couro, farinha de mandioca e algodão. Na ocasião de sua elevação à condição de capitania tinha as vilas: Penedo, Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, Atalaia e Anadia, no interior, e Maceió, Porto de Pedras, Porto Calvo e Poxim no litoral.
    Acerca dos motivos têm sido sugeridas diversas hipóteses. De acordo com uma delas, Alagoas teria do agraciada por D. João VI em virtude de sua fideli­dade no episódio da Revolução Pernambucana de 1817, ao mesmo tempo em que foi enfraquecida a província de Pernambuco com a diminuição de sua extensão territorial e população. No entanto, a autonomia da comarca já havia sido solicitada em janeiro de 1817 pela Câmara da Vila de Maceió, o que a suble­vação só fez adiar.
Segundo outra linha de pensamento, a covardia dos alagoanos, que fugiram da revolução - de acordo com Isabel Loureiro. Cabe dizer que não houve propaganda revolucionária suficiente para sensibilizar a população de Alagoas a ponto de aliar-se aos pernambucanos, servindo apenas de passagem do padre Roma a caminho da Bahia.

Decreto de 16 de Setembro de 1817
"Convindo muito ao bom regimen d' este reino do Brasil, e á pros­peridade a que me proponho eleval-o que a província das Alagoas seja desmembrada da capitania de Pernambuco, e tenha um governo próprio, que desveladamente se empregaria na aplicação dos meios mais convenientes para dela se conseguirem as vantagens que o seu território e situação podem oferecer, em benefício geral do Estado, e em particular dos seus habitantes, e da minha real fazenda: sou ser­vido isentá-la absolutamente da sujeição, em que agora esteve do governo da Capitania de Pernambuco, erigindo-a em capitania, com um governo independente que a reja na forma praticada nas mais capitanias independentes, com a faculdade de conceder sesmarias, segundo as minhas reais ordens, dando conta de tudo diretamente pelas secretarias de estado competentes: e atendendo ás boas qualidades e mais partes, que concorrem na pessoa de Sebastião Francisco de Melo: Hei por bem nomea-lo governador dela, para servir por tempo de três anos, e o mais que decorrer,/ enquanto lhe não der sucessor.
Palácio do Rio de Janeiro, em 16 de Setembro de 1817 -
Com a rubrica de S. Majestade, D. João VI



RELATOS DE REDE DE TÚNEIS EM PORTO CALVO



PORTO CALVO , TUNEIS MEXEM COM IMAGINÁRIO DO POVO