sexta-feira, 26 de julho de 2013

Religiosos se destacam

Religiosos se destacam


No século XIX, o clero secular alagoa­no manteve-se na vanguarda intelectual, bem como dos movimentos políticos e sedições. Entre os padres cujos nomes figuram nos anais eclesiásticos das Alagoas, destacamos aqui: padre José Luiz Barros Leite, eleito deputado às Cortes de Lisboa; padre Francisco de Assis Ribeiro, professor de retórica da velha cidade de Alagoas e deputado às Cortes de Lisboa; padre Lourenço Wanderley Canavarro, vigário de Porto Calvo e um das cabeças da sedição de 1823, tendo assumido a presidência da Junta Provisória de Governo; padre Francisco de Assis Barbosa, cura de Ipioca e presidente da Junta Governista de 1824; padre José Antônio de Caldas, primeiro pároco nomeado para a freguesia de Maceió, mas nunca tomou posse, pois foi eleito deputado O Assembléia Geral e Constituinte de 1823, tendo participado, após a dissolução daquela assembléia, da Confederação do Equador (1824) e da Revolução Farroupilha (1835-45); padre Afonso de Albuquerque Meio, político e jornalista, dirigiu o jornal O Federalista Alagoense, além de haver sido nomeado cônego da Capela Imperial (1849), vigário de Maceió e visitador diocesano; padre Francisco do Rego Baldaia, político e agitador popular temível, famoso por sua exagerada lusofobia; padre João Caetano de Morais, vigário de Palmeira dós Indios e cacique político regional, que se envolveu no confron­to oligárquico conhecido como Guerra dos Lisos e Cabeludos, tendo sido assassinado quando era escol­tado para a capital; padre José Prudente T eles Costa, chefe do Partido Conservador em Jacuípe, assassina­do pelos filhos do caudilho Manuel Isidoro; padre José de Souza Machado, conselheiro mais votado do governo, tendo assumido temporariamente a Presidência da Província (1834), e padre José Vicente de Macedo, vigário de Atalaia, poderoso e terrível caudilho, eleito deputado geral em 1834, mas não exerceu o mandato porque foi covardemente assassi­nado, de tocaia. Dentre muitos outros que deixamos de mencionar por razões óbvias de espaço. 

Por Luciano cavalcante

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