quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Doce de caju de Ipioca obtém registro de Patrimônio Imaterial


O “Saber Fazer dos Doces de Caju em Ipioca” é o segundo bem de natureza imaterial aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC). O pedido foi aprovado por unanimidade dos conselheiros, durante a última reunião de 2013, ocorrida na quarta-feira (11), no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa).O pedido foi encaminhado em 2012 à Secretaria de Estado da Cultura (Secult) por meio de uma ação coletiva envolvendo alunos, a professora Josemary Ferrare, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Fau/Ufal, e os moradores no distrito de Ipioca, litoral norte da cidade de Maceió.
De acordo com a Lei Estadual nº 7.285, de 30 de novembro de 2011, foi realizada uma análise da proposição de registro do doce de caju de Ipioca e, a diretoria do Pró-Memória, da Secult emitiu parecer técnico favorável sobre os elementos reunidos no dossiê elaborado pelos solicitantes que reúne fotos, depoimentos, entre outros aspectos referenciais de pesquisas realizadas em 2008 e 2012. A solicitação foi então colocada para apreciação pública, num período de 30 dias e retornando ao CEC para aprovação. Agora, o processo de registro segue com a publicação da homologação do CEC, no Diário Oficial do Estado e inscrição no Livro do Patrimônio Imaterial de Alagoas, na categoria ‘Saberes’.Com o registro, o modo de saber fazer do doce de caju em Ipioca terá seu reconhecimento oficial como manifestação da diversidade cultural do estado, representada através da deliciosa sobremesa produzida por comunidades tradicionais estabelecidas naquela localidade.
Singeleza e Filé
Outras solicitações de registro para o Patrimônio Imaterial de Alagoas foram encaminhadas pelo Conselho Estadual de Cultura. Os bordados Singeleza e Filé estiveram na pauta de discussões da reunião. O pedido de registro do bordado Bico Singeleza foi acolhido pelo Cec. Na ocasião, foi apresentado um histórico de todo o processo de pesquisa e identificação sobre o bordado alagoano que esteve em vias de extinção e que já conta reconhecimento como Patrimônio Imaterial Nacional, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan). O processo seguirá para a análise de documentação, dentro dos trâmites, de acordo com a lei estadual. O processo de reconhecimento do bordado Filé Alagoano está na etapa de apreciação pública, com a publicação de 3 de dezembro, no D.O. do parecer técnico que recomenda o registro, garantindo ampla divulgação sobre o processo de patrimonialização desse bem. O pedido retorna para apreciação final do Conselho, após 30 dias, a contar da data da publicação. A reunião contou com secretário de Estado da Cultura e presidente do CEC, Osvaldo Viégas, o secretário-adjunto Álvaro Otacílio Vasconcelos e demais conselheiros representando as seguintes instituições; Seplande, Rede de Pontos de Cultura, Sebrae, Sesc, Sesi, Fits, Academia Alagoana de Letras e Iphan/AL.


Fonte:  Ascom Secult

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